Enquanto tocha é acesa na Grécia, Rio vive tragédia em ciclovia-símbolo

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Três pessoas morreram nesta quinta-feira no desabamento de trecho da Ciclovia Niemeyer, no Rio de Janeiro, inaugurada há apenas três meses ao custo de R$ 45 milhões.

Construída em uma rota elevada sobre costões e rochedos, com as ondas do mar de um lado e a mata atlântica do outro, a ciclovia fica entre as praias do Leblon e São Conrado, e foi atingida por uma forte ressaca que destruiu parte da estrutura.

Embora as autoridades estejam preliminarmente identificando como provável causa do desabamento a forte ressaca, engenheiros relatam à imprensa local que há grandes chances de falhas estruturais, já que se sabia de antemão que a ciclovia estaria exposta a fortes ondas.

Questionado em entrevista coletiva sobre as possíveis causas – e o fato de o episódio ter ocorrido já na reta final dos preparativos olímpicos -, o secretário Pedro Paulo disse que esperará o laudo final, mas que “todos estamos muito tristes, precisamos auxiliar as vítimas e deixar a equipe técnica trabalhar para sabermos o que aconteceu”.

Ele disse que uma das possibilidades é que a força das ondas tenha levantado a base da ciclovia e derrubado-a.

Ao custo de R$ 44, 7 milhões, a obra levou pouco mais de um ano e meio para ficar pronta e tem 3,9 km de extensão, com 2,5 metros de largura.

Apesar de não ser uma obra olímpica, a ciclovia liga a Zona Sul do Rio à Barra da Tijuca, justamente o bairro que abrigará o Parque Olímpico e sempre foi anunciada como parte das transformações vividas pelo Rio de Janeiro em função da Olimpíada.

Com Informações da BBC – Texto com alterações

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