Pacientes renais denunciam contaminação em hemodiálises em JP

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Uma denúncia de contaminação de pacientes renais crônicos por hepatite C está sob investigação em João Pessoa. Duas clínicas que atendem pelo SUS e cujos nomes não mencionaremos por estarem sob investigação, responsáveis pelos procedimentos de hemodiálise, estão na mira do Ministério Público e da Vigilância Sanitária. A denúncia partiu dos próprios pacientes, que afirmam que não tinham a doença e, de repente, segundo eles, descobriram-se contaminados. Isso precisará ser comprovado.

O problema, no entanto, é ainda mais grave. A contaminação prejudica possíveis transplantes de órgãos, segundo a Associação de Pacientes Renais, Transplantados e Doares da Paraíba (Renais-PB). Ela afirma que o centro transplantador de órgãos não é obrigado a receber pacientes com hepatite C. “Alguns deles estavam inscritos na fila de transplante e, por enquanto, eles não têm perspectiva porque não serão incluídos na lista de transplante. Enquanto ele não zerar esse vírus da hepatite ele não poderá ser transplantado”, disse o presidente da associação, Carlos Roberto Lucas.

Lucas suspeita que possa ter havido uma falha na lavagem dos capilares e na linha de filtro. A reutilização desses materiais é permitida, mas há um limite. “Só que, às vezes, ocorre que as clínicas ultrapassam esse limite, perdem o controle, e aí necessita que a Vigilância acompanhe esse processo”, cobra o presidente.

No último ano do mandato de Luciano Agra, a prefeitura de João Pessoa adquiriu 40 máquinas de hemodiálise, para que o serviço passasse a funcionar no Hospital Santa Isabel. Mas as máquinas ainda estão nas caixas, sem funcionamento, estimadas, atualmente, em R$ 4 milhões. Carlos Lucas desmentiu o secretário de Saúde Adalberto Fulgêncio e disse que a prefeitura de João Pessoa não mantém nem paga nenhum serviço de hemodiálise para os pacientes renais, ao contrário do que foi dito quando estourou a denúncia sobre o abandono das máquinas de hemodiálise, na ocasião da visita da Comissão da Saúde da Câmara Federal a João Pessoa, no ano passado. Até hoje não foi dada uma solução para esse caso.

Fonte: Click PB

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