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Morte do poeta Pedro Bandeira natural de São José de Piranhas deixa Paraíba de luto

Faleceu na tarde desta segunda feira, (24), em sua residência na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, o poeta repentista cantador, Pedro Bandeira, o Principe dos poetas populares do Brasil.

Um dos maiores violeiros do Nordeste brasileiro, Pedro Bandeira Pereira de Caldas, ou somente Pedro Bandeira, como é mais conhecido, nasceu no dia primeiro de maio de mil novecentos e trinta e oito, no Sítio Riacho da Boa Vista, município de São José de Piranhas, no Sertão paraibano.

Filho de Tobias Pereira de Caldas e da poetisa Maria Bandeira de França, conhecida como dona Lica. É neto do famoso cantador Manoel Galdino Bandeira, de quem herdou o talento repentista. É o oitavo herdeiro de quatorze filhos gerados pelo casal, dos quais seis nasceram poetas: Antônio, Pedro, Francisco, João, Daudeth e Cícera.

Poeta repentista cantador, cordelista, escritor, licenciado em letras, direito e teologia, radialista e apresentador de televisão. Autor de inúmeros cordéis e poemas, teve inúmeras participações em festivais de violeiros e cantorias, quando conquistou troféus, medalhas de honra ao mérito e diplomas. Participou de vários filmes, documentários e peças teatrais. Criou ao lado de Luiz Gonzaga e Padre João Câncio a Missa do Vaqueiro, em Serrita, PE.

Em mil novecentos e sessenta teve um sonho com o Padre Cícero, no qual o convidou para morar em Juazeiro do Norte, Ceará, onde reside desde está época, tendo sido vereador por dois mandatos. No ano de mil novecentos e sessenta e três, casou-se com Helena Ferreira de Caldas, com a qual tem duas filhas, Íria e Analica.

Integrou o ciclo do jumento, liderado por Padre Antônio Vieira, Patativa do Assaré, Zé Clementino e Luiz Gonzaga. Autor de inúmeras músicas, gravadas por Luis Gonzaga, Fagner, Luis Vieira, Alcimar Monteiro, Trio Nordestino, Jackson Antunes e Antônio Nóbrega, dentre outros astros famosos da música popular brasileira. Pedro Bandeira foi o fundador dos jornais periódicos: Voz do Folclore, Voz da Nova República e O Crajubar.

Cantou para o papa João Paulo II, na cidade de Fortaleza, encantou Oscar Niemeyer de repente com sua inigualável capacidade de criar. Apresentou-se várias vezes no Palácio do Planalto para os presidentes, Castelo Branco, Costa e Silva, João Figueiredo, Fernando Collor e José Sarney. Com Geraldo Amâncio, foi a primeira dupla de cantador violeiro e repentista do Brasil a cruzar o oceano Atlântico. Entre as suas apresentações na Europa, destacou-se uma realizada no Palácio Oficial da Presidência da República de Portugal para o Presidente Mário Soares.
 

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